next up previous contents
Next: Características Adicionais do LATEX Up: Produzindo Fórmulas Matemáticas usando Previous: Matrizes e Outros Tipos   Contents

Derivativos, Limites, Somas e Integrais

As expressões

\begin{displaymath}\frac{du}{dt} \mbox{ e } \frac{d^2 u}{dx^2} \end{displaymath}

são obtidas em LATEX pela digitação de \frac{du}{dt} e \frac{d^2 u}{dx^2}, respectivamente. O símbolo matemático $\partial$ é produzido usando \partial. Assim a Equação do Calor

\begin{displaymath}\frac{\partial u}{\partial t}
= \frac{\partial^2 u}{\partial...
...artial^2 u}{\partial y^2}
+ \frac{\partial^2 u}{\partial z^2} \end{displaymath}

é obtido em LATEX pela digitação de
\[\frac{\partial u}{\partial t}
   = \frac{\partial^2 u}{\partial x^2}
      + \frac{\partial^2 u}{\partial y^2}
      + \frac{\partial^2 u}{\partial z^2} \]

Para se obter expressões matemática, tais como

\begin{displaymath}\lim_{x \to +\infty} \mbox{, } \inf_{x > s} \mbox{ and } \sup_K \end{displaymath}

em equações, digita-se \lim_{x \to +\infty}, \inf_{x > s} e \sup_K respectivamente. Assim para se obter

\begin{displaymath}\lim_{x \to 0} \frac{3x^2 +7}{x^2 +1} = 3. \end{displaymath}

em LATEX, nós digitamos
\[ \lim_{x \to 0} \frac{3x^2 +7x^3}{x^2 +5x^4} = 3.\]

Para obter um sinal de somatório, tal como

\begin{displaymath}\sum_{i=1}^{2n} \end{displaymath}

nós digitamos sum_{i=1}^{2n}. Assim

\begin{displaymath}\sum_{k=1}^n k^2 = \frac{1}{2} n (n+1). \end{displaymath}

é obtido pela digitação de
\[ \sum_{k=1}^n k^2 = \frac{1}{2} n (n+1).\]

Nós agora discutimos como obter integrais em documentos matemáticos. Uma integral típica é a seguinte:

\begin{displaymath}\int_a^b f(x)\,dx. \end{displaymath}

Isto é editado usando
\[ \int_a^b f(x)\,dx.\]
O sinal integral $\int$ é editado usando a sequência de controle \int, e os limites de integração (neste caso a e b) são tratados como sobreescrito e subscrito no sinal de integral.

Muitas integrais ocorrem em documentos matemáticos começando com um sinal de integral e contém uma ou mais instâncias de d seguido por outra letra (latina ou grega), como em dx, dy e dt. Para se obter a aparência correta, pode ser necessário colocar espaço extra antes do d, usando \,. Assim

\begin{displaymath}\int_0^{+\infty} x^n e^{-x} \,dx = n!. \end{displaymath}


\begin{displaymath}\int \cos \theta \,d\theta = \sin \theta. \end{displaymath}


\begin{displaymath}\int_{x^2 + y^2 \leq R^2} f(x,y)\,dx\,dy
= \int_{\theta=0}^{2\pi} \int_{r=0}^R
f(r\cos\theta,r\sin\theta) r\,dr\,d\theta. \end{displaymath}

e

\begin{displaymath}\int_0^R \frac{2x\,dx}{1+x^2} = \log(1+R^2). \end{displaymath}

são obtidos pela digitação de
\[ \int_0^{+\infty} x^n e^{-x} \,dx = n!.\]
\[ \int \cos \theta \,d\theta = \sin \theta.\]
\[ \int_{x^2 + y^2 \leq R^2} f(x,y)\,dx\,dy
   = \int_{\theta=0}^{2\pi} \int_{r=0}^R
      f(r\cos\theta,r\sin\theta) r\,dr\,d\theta.\]
e
\[ \int_0^R \frac{2x\,dx}{1+x^2} = \log(1+R^2).\]
respectivamente.

Em algumas integrais múltiplas (i.e., integrais contendo mais do que um sinal de integral), pode ser que o LATEX coloque muito espaço entre os sinais de integral. A maneira de melhorar a aparência da integral é usar a sequência controle \! para remover uma pequena faixa de espaço indesejável. Assim, por exemplo, a integral múltipla


\begin{displaymath}\int_0^1 \! \int_0^1 x^2 y^2\,dx\,dy\end{displaymath}

é obtido pela digitação de
\[ \int_0^1 \! \int_0^1 x^2 y^2\,dx\,dy\]
Caso nós tivéssemos digitado
\[ \int_0^1 \int_0^1 x^2 y^2\,dx\,dy\]
teríamos obtido

\begin{displaymath}\int_0^1 \int_0^1 x^2 y^2\,dx\,dy\end{displaymath}

Um exemplo detalhadamente notável surge quando estamos editando uma integral múltipla do tipo

\begin{displaymath}\int \!\!\! \int_D f(x,y)\,dx\,dy\end{displaymath}

Aqui nós usamos \! três vezes para obter espaçamento conveniente entre os sinais de integral. Nós editamos esta integral usando
\[ \int \!\!\! \int_D f(x,y)\,dx\,dy.\]
Se tivéssemos digitado
\[ \int \int_D f(x,y)\,dx\,dy.\]
teríamos obtido

\begin{displaymath}\int \int_D f(x,y)\,dx\,dy. \end{displaymath}

O trecho seguinte (razoavelmente complicado) exibe em parte as características que nós temos discutido:

Na mecânica de ondas não-relativistica, a função de onda $\psi(\mathbf{r},t)$ de uma partícula satisfaz a Equação de Onda de Schrödinger

\begin{displaymath}i\hbar\frac{\partial \psi}{\partial t}
= \frac{-\hbar^2}{2m}...
...y^2}
+ \frac{\partial^2}{\partial z^2}
\right) \psi + V \psi.\end{displaymath}

É costumeiro normalizar a equação de onda pela exigência que

\begin{displaymath}\int \!\!\! \int \!\!\! \int_{\textbf{R}^3}
\left\vert \psi(\mathbf{r},0) \right\vert^2\,dx\,dy\,dz = 1.\end{displaymath}

Uma simples calculação usando a Equação de onda de Schrödinger mostra que

\begin{displaymath}\frac{d}{dt} \int \!\!\! \int \!\!\! \int_{\textbf{R}^3}
\left\vert \psi(\mathbf{r},t) \right\vert^2\,dx\,dy\,dz = 0,\end{displaymath}

e portanto

\begin{displaymath}\int \!\!\! \int \!\!\! \int_{\textbf{R}^3}
\left\vert \psi(\mathbf{r},t) \right\vert^2\,dx\,dy\,dz = 1\end{displaymath}

para todos os valores de t. Se nós normalizamos a função da onda desta maneira. então, para qualquer subconjunto V de R3 que possa ser medido e qualquer tempo t,

\begin{displaymath}\int \!\!\! \int \!\!\! \int_V
\left\vert \psi(\mathbf{r},t) \right\vert^2\,dx\,dy\,dz\end{displaymath}

representa a probabilidade que a partícula seja encontrada dentro da região V no tempo t.
Isto seria editado em LATEX da seguinte forma
Na mecânica de ondas não-relativistica, a função 
de onda $\psi(\mathbf{r},t)$ de uma partícula 
satisfaz a \textit{Equação de Onda de Schr\"{o}dinger}
\[ i\hbar\frac{\partial \psi}{\partial t}
  = \frac{-\hbar^2}{2m} \left(
    \frac{\partial^2}{\partial x^2}
    + \frac{\partial^2}{\partial y^2}
    + \frac{\partial^2}{\partial z^2}
  \right) \psi + V \psi.\] 
É costumeiro normalizar a equação de onda pela 
exigência que
\[ \int \!\!\! \int \!\!\! \int_{\textbf{R}^3}
      \left| \psi(\mathbf{r},0) 
      \right|^2\,dx\,dy\,dz = 1.\] 
Uma simples calculação usando a Equação de onda 
de Schr\"{o}dinger mostra que
\[ \frac{d}{dt} \int \!\!\! \int \!\!\! 
    \int_{\textbf{R}^3}
    \left| \psi(\mathbf{r},t) 
    \right|^2\,dx\,dy\,dz = 0,\] 
e portanto
\[ \int \!\!\! \int \!\!\! \int_{\textbf{R}^3}
      \left| \psi(\mathbf{r},t) 
      \right|^2\,dx\,dy\,dz = 1\] 
para todos os valores de $t$. Se nós normalizamos 
a função da onda desta maneira, então, para qualquer 
subconjunto $V$ de $\textbf{R}^3$ que possa ser 
medido e qualquer tempo $t$,
\[ \int \!\!\! \int \!\!\! \int_V
      \left| \psi(\mathbf{r},t) 
      \right|^2\,dx\,dy\,dz\] 
representa a probabilidade que a partícula seja 
encontrada dentro da região $V$ no tempo $t$.


next up previous contents
Next: Características Adicionais do LATEX Up: Produzindo Fórmulas Matemáticas usando Previous: Matrizes e Outros Tipos   Contents
Joaquim Quinteiro Uchoa
1999-12-03